Numa semana instituída para manifestações favoráveis às causas homossexuais, deparo-me com reportagens, anúncios publicitários, eventos e toda sorte de convites no mínimo oportunistas. Será que a "causa gay" só se discute nestes dias estabelecidos por um calendário tão comercial quanto aquele que determina o dia das mães, dos pais, das crianças e outros tais?
Na realidade, sou favorável à ampla discussão pelos direitos irrestritos dos "diferentes" - sejam eles de que credo, etnia, escolha política e orientação sexual forem. Acredito que o direito à diferença faz a igualdade de direitos ser efetiva e real.
Acreditar que os preconceitos de toda sorte são ditados pela moralidade estreita, tacanha e egoísta da pseudo-maioria branca, cristã e heterossexual (que se quer igual na falta de criatividade) é diagnosticar uma doença sob a análise parcial de um único tipo de exame - é fotografar a amplidão do universo sob um único e pobre ângulo.
A natureza "criou" sexos que se complementam - nas diferenças - para a procriação das espécies. Amor é coisa bem diferente. Amor não tem sexo nem raça - amor é fusão de espíritos em busca de bem-estar, de felicidade, de prazer.
No respeito às diferenças está "a chave" que abre as portas da racionalidade e da equidade. Ser igual é ser respeitado civilmente enquanto cidadão cumpridor dos deveres estabelecidos por uma sociedade que se quer justa, assim como ser detentor dos direitos garantidos por esta mesma sociedade.
A igualdade que se quer não é apenas a igualdade de direitos civis para os hetero ou homossexuais - a igualdade que se quer é a que garanta que homens e mulheres serão respeitados em seu direito natural de serem diferentes.




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